Vivemos em um mundo marcado por escolhas constantes. Do momento em que acordamos até a hora de dormir, somos chamados a decidir de que lado estamos no grande conflito entre o bem e o mal. No centro desse conflito está um ponto decisivo, definitivo e inquestionável: a cruz de Cristo. Esta foi a mensagem apresentada pelo nosso pastor Eliezer Oliveira.
Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.
E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Colossenses 2:14,15
A cruz não é apenas um símbolo religioso ou um episódio da história. Ela é a maior revelação do caráter de Deus e a prova mais sólida do Seu amor. Em um mundo que exige evidências visíveis para crer, a Bíblia afirma que nada é mais convincente do que aquilo que foi revelado no Calvário. Ali, Jesus desmascarou o inimigo, cancelou nossa dívida, venceu a morte e abriu o caminho de volta para a vida eterna.
A mensagem nos lembra que a fé cristã não se baseia no que vemos, mas no que foi consumado na cruz. É dessa certeza que nasce uma fé que persevera mesmo quando o milagre não acontece, quando o mar não se abre, quando o gigante não cai ou quando a fornalha continua quente. A cruz sustenta o nosso “ainda que”.
A Bíblia está cheia de histórias de livramentos visíveis, como Davi vencendo Golias, mas também de experiências em que a resposta de Deus foi diferente, como com o apóstolo Paulo, que ouviu: “A minha graça te basta”. A cruz nos ensina que Deus transforma fraqueza em vitória e que, mesmo quando a resposta parece tardar, Ele está nos preparando para algo maior.
As perguntas que ecoam em nosso coração hoje são muito reais: E se a doença não curar? E se o emprego não vingar? E se o filho não voltar? A cruz responde que Deus não se ausenta quando as ondas sobem. Ele já atravessou a noite mais escura por nós e caminha conosco enquanto o amanhecer não chega.
No Calvário, o Filho do Homem entrou no fogo por nós. Mesmo que a vitória final ainda não seja visível, ela já foi decretada. Se morrermos em Cristo, despertaremos com Ele. Essa é a esperança que sustenta o cristão em meio ao conflito.
O grande conflito não é apenas um debate teológico, mas uma realidade vivida diariamente. E a cruz nos convida a vencer o mal com o bem, a confiar quando não vemos e a continuar crendo quando tudo parece contrário. No fim, tudo converge para um único propósito: que ninguém fique de fora do céu.
A cruz é o lugar onde tudo faz sentido, onde a fé encontra razão e onde a esperança permanece viva. Por isso, ela continua sendo o centro do grande conflito — e também o centro da nossa fé.
